A tua ausência faz-me olhar,
Faz-me ver quem sou…
Paro…e tudo fica banal…
Fria, não crio ilusões.
Não sonho…não sinto.
Nunca terei o papel principal.
Serei sempre a sombra que te abraça.
Serei a brisa que passa,
Aquela que ninguém vê…
Serei uma fugitiva.
Nunca estarei ao passo de um toque,
Nunca estarei ai…
Entro e saio da tua vida…
Sou transitória, momentânea…
Estarei sempre no silencio…
Estarei sempre onde não existo…
Magoa não ser, não permanecer…
Estou morta, cansada.
A dor volta e fere…
Não te vou chamar, não vou gritar o teu nome.
Não o quero fazer…
Não o vou fazer.
Não me sinto em ti…
Por ausência, por cansaço…
Queria partir…deixar-te para trás.
Mas nao consigo...
Não te vou esquecer…
Porque somos eternos
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