Lentamente caminho,
Paço a paço saiu de mim,
Procuro-me no vazio.
Sou ninguém, com muitas historias,
Com demasiadas recordações…
Sou alguém que ninguém conhece.
Não me olho, apenas existo.
Do alto do meu corpo não reconheço a minha alma.
Não sei quem sou, não sei se ainda respiro.
Hoje estou esvaziada, neutra.
As lágrimas esgotam o meu corpo frio,
Desgastam-lhe as últimas forças.
Não sou ninguém.
Sozinha e vazia finjo existir.
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