Queria abraçar-te.
Num abraço forte que falasse por mim.
Queria inventar gestos, palavras.
Símbolos que ninguém entendesse,
Imagens que só tu imaginasses,
Sinais só nossos.
Eles existem, mas estão de partida.
Para um mundo de onde não deviam ter saído.
Um mundo em que eu acredito.
Quero que fiquem lá, quietos.
Quero partilha-los só contigo.
Só assim podem viver, só assim são verdadeiros.
No mundo real eles não sobrevivem.
São sufocados, minimizados. São consumidos.
Por pessoas, por factos, por palavras.
Fugi desse mundo que me fez perder.
Que me fez perder-te.
Espero que voltes, não por mim, mas por ti.
Porque acreditas no que sentes.
Quero que voltes porque acreditas em nós.
Quero que voltes por ser eterno.
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